Você tem medo do escuro?

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  • Episodio 08

Depois que conversei com Kaio, me acalmei um pouco. Mas nada me tirou da cabeça a imagem daquela criatura na casa velha. Aquilo era um demônio? Mas como? Eu nunca acreditei em nada disso, nem em fantasmas, nem em espíritos ou vultos, eu sempre lia algumas histórias, mas acreditava que era histórias para crianças não saírem de casa ou fugirem etc. Kaio ainda estava lá em casa, e depois dele ter me falado que sentia o mesmo por mim, eu fiquei tranquila, e uma paz tomou conta de mim como nunca tomou durante esses meses. Se eu morresse, talvez minha pequena vida inútil já tenha valido a pena, porque eu encontrei alguém que me amasse e que eu sentisse o mesmo. Mas ficaria triste por deixa-lo, não quero que ele sofra por minha causa.

Cat, você já está melhor do susto?

Acredito que sim, mas ainda estou com medo. E se aquilo vier aqui?

Não, ela não vai vim. Ela não pode entrar em uma casa sem ser chamada. Igual ao lance dos filmes de vampiros, só entram se forem convidados. Ela entrou naquela casa porque provavelmente o dono o convidou. A criatura sabe persuadir muito bem os inocentes, Cat. Muitos já morreram por apenas passar normalmente na frente de uma pessoa possuída por um demônio, e ele apenas os matou por diversão. É meio complicado de entender, mas tudo vai fazer sentido pra você depois. Eu tenho que ir Catarina, tenho que ler mais e entender mais sobre o que vai acontecer com você. Logo vai amanhecer e não quero que sua mãe me veja aqui com você sozinha, ela pode pensar errado e proibir nosso namoro.

Ta bom então, amanhã te encontro no colégio.

Você vai encontrar a Rosana?

Vou sim, eu ainda quero saber da boca dela o que ela tem a dizer sobre o que vai acontecer comigo. Ainda tenho esperanças de ela me dizer que o que estou pensando não vai acontecer. Porque se ela quiser mesmo fazer tudo o que você disse que ela pode fazer… eu não sei, a única pessoa em que confiei e que fui amiga…

Eu sei que é decepcionante, meu amor. Mas, você não deve acreditar em qualquer um que te faz sorrir, sorrisos são tão fáceis de arrancar, mesmo que os motivos sejam os mais impuros possíveis.

Kaio, não sei o que fazer…

Haja normalmente, seja você mesma, seja a “amiga” que ela quer que você seja. E ela não vai perceber nada.

Vou tentar.

(Eles se abraçam)

Eu te amo, Catarina.

Também amo você meu amor.

(Ele vai embora)

Amanhã vou tentar arrancar alguma coisa daquela vadia da Rosana. Mas, agora vou descansar um pouco, daqui a pouco amanhece e não quero estar com cara de quem não dormiu.

( Mais tarde no mesmo dia)

Não consegui dormir muito, acho que só umas 4 horas de sono, com tantos problemas na cabeça é difícil conseguir sossego ao dormir. Desci as escadas chamando minha mãe, talvez ela já devesse ter chegado da viajem… Mas ninguém respondeu. E a mesa não estava posta, e nada estava mexido, estava tudo no lugar como deixei ontem. Será que ela se atrasou ou o que? Fiquei um pouco preocupada, mas deixei pra lá. Fiz meu café e fui para a escola. No caminho, me lembrei da casa, então contornei o quarteirão inteiro só para não passar por lá. Quando cheguei vi a Rosana de longe conversando com um cara muito estranho que nunca tinha visto na escola antes.

Rosana!

(Ela acenou)

Sussurrou: — Depois falo com você.

Fui para a aula. Era aula de artes, eu não prestei a mínima atenção.

“E se seus piores medos virassem realidade? E se eles viessem atrás de você e das pessoas que você mais ama? Já imaginou viver em um mundo cheio de sofrimento, cheio de angustia, opressões… onde nada é realmente o que parece, tudo é imaginário e ao mesmo tempo real, sua dores se tornariam feridas abertas que nunca iam se cicatrizar. Um lugar onde você seria rasgado e curado ao mesmo tempo para ser rasgado novamente, você sentiria prazer ao sentir as piores dores possíveis, um lugar onde você amaria ver e fazer as pessoas sofrerem… já imaginou andar pelos lugares sendo invisível? Fazer tudo o que nunca fez? Viver em um mundo onde o que você imaginar se torna realidade?… Já pensou, Catarina?”

(Choros e Gritos) — Nãão!

Todos olharam para mim com um olhar de medo.

(Professora) — Mas o que tem na cabeça pra gritar assim durante a aula, Catarina?

Desculpe, eu acho que tive um pesadelo, professora.

Então você estava dormindo na minha aula? Bom, então já que você acha dormir mais interessante, você pode se retirar da minha sala e ir dormir na diretoria.

Desculpe mesmo, eu não ando muito bem.

Saia, Catarina. Não quero saber de nada, saia.

Eu não fui para a diretoria, fui para casa. Sai tão atordoada da escola que nem percebi que passei na frente da casa velha onde vi a criatura, eu só percebi quando estava perto de casa. Mas, acredito que não tinha nada ou ninguém lá. Tudo estava muito calmo na minha rua, calmo de mais…  Quando entrei, procurei minha mãe, mas estava tudo de mesmo jeito. Então liguei para o lugar onde ela foi se reunir com seus patrões.

Sala de reuniões, quem deseja?

Alô, aqui é a filha da Elena, ela viajou para esse escritório a um dia, e gostaria de saber se a reunião já acabou?

A reunião acabou do mesmo dia, e a Sra. Elena já voltou para sua cidade também no mesmo dia.

Sabe informar a que horas ela saiu?

Foi as 14 horas.

Obrigada.

(Desligou)

Meu Deus! Onde está minha mãe? A essa hora… Onde eu estava? Comecei a tentar me lembrar de tudo o que fiz durante as ultimas horas, e antes de ontem as 14 horas eu estava voltando pra casa, vindo da escola! Será que foi na mesma hora em que vi a figura de capa preta… A criatura na velha mansão? Não… Acho que foi apenas coincidência.

(Ligando pra Kaio)

Oi amor.

Kaio, não consigo achar minha mãe. Ela saiu da cidade em que ela foi a um dia, e até agora não voltou. Estou começando a me preocupar seriamente com isso.

Você já tentou ligar pro celular dela?

Já, mas só dá na caixa postal.

O que você estava fazendo na hora em que ela sumiu mais ou menos?

Bom, nada de mais, apenas voltando pra casa…

Foi quando você ligou pra mim, logo depois que viu aquilo na casa, não foi?

Acho que sim…

Catarina, eu não sei ok? Não tenho certeza, e quero que você tenha calma, mas talvez você não vá ver mais sua mãe.

(Gritos) — Como você me fala pra ter calma? Eu não vou ver nunca mais minha mãe e é pra eu ficar calma? Me explica isso!

A criatura pode ter pegado ela.

(Balbuciando) — Eu… eu…

Quer que eu vá para sua casa ficar com você?

Eu só tenho você agora, Kaio… Mais ninguém.

Eu vou levar os meus livros para ler ai e você pode me ajudar também.

Estou te esperando então…

(A capainha toca, mas não era o Kaio)

Kai… Ah, olá em que posso ajudar?

Que menina linda, será que pode me oferecer um copo de água?

Claro, minha senhora. Vou pegar, já volto.

Será que eu poderia entrar e esperar ai dentro? Está um pouco frio aqui fora.

Claro, entre.

Fui à cozinha e peguei a água, quando voltei, ela tinha sumido. Eu não entendi nada, então fechei a porta e continuei esperando Kaio chegar.

(A capainha toca novamente)

Kaio, finalmente é você.

Como assim finalmente sou eu?

É porque uma senhora muito estranha me pediu água e depois sumiu, eu não entendi nada.

Você não a convidou pra entrar, convidou?

Ah sim, convidei, estava frio lá fora…

Meu Deus, Catarina. Como pode ser tão ingênua e convidar qualquer um pra entrar?

Mas, era apenas uma senhora…

Catarina, ela pediu pra entrar na sua casa e depois sumiu. Era tudo o que o demônio que provavelmente estava possuindo ela queria… Ser convidado pra entrar. Lembra?

E agora, Kaio? O que vou fazer? Nem na minha própria casa eu estou segura…

Vamos para a minha. Suba, pegue o que precisa e vamos.

Eu subi e peguei tudo o que precisava, e depois nós fomos para a casa dele. Acho que não teria problemas, eu só o tinha agora, e mais ninguém. Até pensei em ir para a casa de Rosana, mas porque o trocaria por ela? Seria muita idiotice minha se fizesse isso.

Vamos, Cat. Sua casa não é mais segura.

Mas, e se minha mãe aparecer por aqui?

Deixaremos um bilhete na porta.

Está bem.

Fomos para casa dele. E assim que entrei eu vi muitos pingentes, símbolos e amuletos espalhados por toda casa.

O que são essas coisas?

Proteção contra o mal que vive lá fora.

Você me falou que já passou por isso que estou passando, mas não me disse como?

Eu já fui possuído, Cat. Possuído totalmente. E talvez isso seja perturbador pra você, mas eu matava pessoas quando estava dominado por ele. Matei meu pai, meu irmão e sua namorada. A única pessoa que me restou foi minha mãe, que hoje não quer nem chegar perto de mim. Ela comprou essa casa pra eu morar sozinho, e me manda dinheiro todo mês, mas nunca vem aqui e nunca me liga. Acho que ela nunca vai me perdoar.

Minha nossa, Kaio. Mas, ela não sabe que você não era você? Que estava possuído?

Sabe, foi ela que chamou o exorcista, ela assistiu a tudo. Só que ela acha que a qualquer momento eu posso ser possuído novamente, então ela não quer saber de me ter por perto…

Você é igual a mim, só tenho minha mãe. Ou tinha, não sei.

É triste, Cat. Mas, a realidade é dura. Quando você perde todos que amam por motivos que nem você mesmo entende… pode levar a loucura se você não for forte o bastante.

Se minha cabeça fosse fraca, eu já teria enlouquecido, mas estou aqui aguentando tudo firme e forte.

Eu sei que você é forte, meu amor. Bom, já está ficando tarde, você quer dormir lá em cima ou aqui na sala?

Onde você for.

Então vamos dormir aqui em baixo, eu ligo a lareira pra não ficar tão frio.

Está bem. Vou pegar o lençol que eu trouxe, ele é enorme vai caber nós dois.

E nós dormimos abraçados iguais nos filmes de romance. Nunca achei que um dia dormiria abraçada com alguém, mas como minha vida vem me surpreendendo cada vez mais… Eu estava feliz por isso.

No meio da noite, eu acordei com sede, e fui a cozinha beber alguma coisa… mas ouvi um barulho estranho lá fora, eu não tinha coragem de sair até porque dentro era bem mais seguro. Eu olhei pela janela da cozinha e vi um vulto parado do lado de fora, não se mexia, não fazia gestos, apenas estava lá parado me encarando. Eu fiquei paralisada de medo. Então fechei a cortina e sai da cozinha. Quando fui me deitar, ouvi de novo o barulho, só que não mais na cozinha, era perto da porta de entrada. Olhei pela janela, e o vulto estava bem rente a janela, eu levei um susto e dei um pulo pra trás, só que deu pra ver o rosto… era muito parecido com… o rosto da minha mãe!

(Gritos) — Kaio, minha mãe está lá fora!!

(Susto) — O que? Como assim…

Eu vou trazer ela para dentro!

Espere, Catarina! Ela pode estar possuída! Ou pode ser apenas o demônio querendo te enganar!

(Choros) — Mas, Kaio… é a minha mãe!

Não mais, Cat.

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19/8/2012 | note 5 notas| Reblog |


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  • Episodio 07

Quando começou a acontecer isso comigo, eu pensei em muitas coisas: em fugir e deixar tudo pra trás, de fazer uma operação no cérebro para tirar a mancha, ou me mudar pra outra cidade com minha mãe pra ver se assim eu conseguiria me livrar desse”espírito”. Mas, nunca tinha passado pela minha cabeça morrer. Ou ser morta ou me suicidar… Não sei, nada mais fazia sentido. Então eu comecei a me lembrar da minha infância: numa cidade pequena, onde não tinha muitos amigos, e não tinha muito contato com a família. Me lembro que eu era sozinha, e não tinha fé alguma. Lembro que quando era pequena vi um garoto de olhos vermelhos no pé da minha cama, e que depois desse dia ele nunca mais apareceu. Então será o mesmo demônio que estava no meu quarto que está me perseguindo agora? Talvez ele me quisesse desde que nasci, mas nunca teve oportunidade de entrar na minha vida como agora. Eu só espero que dê tudo certo…

 No outro dia fui pro colégio, e encontrei Kaio…

— Cat, minha…

— Kaio eu tenho um assunto muito sério pra falar com você. 

— Nossa você parece um pouco aflita…

— Sim, é porque talvez eu vá morrer, não sei ainda.

— Morrer? Como assim?

Então comecei a contar toda a história para ele, desde quando conheci Rosana, até ontem quando ela me falou do exorcismo. A reação dele me parecia um pouco normal, mas acho que por dentro ele estaria pensando que sou uma louca…

— Quando você disse que tinha algo muito sério pra me contar eu jamais imaginaria isso, Cat. Olha, eu não posso te contar toda minha história como você esta fazendo, mas eu te digo que também já passei por isso, na minha família tem um caso desse tipo e que pra mim não é novidade, e te entendo, sei o que deve estar passando. Posso te ajudar pro que precisar.

(Catarina começa a chorar)

— Sério…? Nossa Kaio, eu pensei que você nunca mais fosse querer me ver na vida…

—Lógico que não, boba. Eu só quero que me prometa que não fará essa sessão de exorcismo?

— Mas Rosana falou que era o único jeito de tirar o demônio?

— Não, tem outro jeito. Como eu te falei minha família passou por isso, e eu aprendi umas coisas sobre o assunto…

— Que outro jeito então?

— No dia em que você “abriu” as portas para o demônio entrar, a porta de Rosana também foi aberta, ambas estão vulneráveis a entrada de qualquer entidade. Como Rosana falou que vendeu ou trocou a alma dela sei lá, algum desses demônios também entrou nela, mas, não se manifestou por motivos aleatórios que eu não sei. Então, se a porta dela ainda está aberta, nós podemos fazer uma sessão de transferência, ou seja, vou transferir o demônio que está te atormentando para ela. 

— Não, Kaio. Rosana é minha amiga, ela está tentando me ajudar, ela jamais concordaria com isso e eu também nunca faria isso com ela!

— Entenda Cat. Esse é o único jeito. Mas, se ela te falou da sessão de ressuscitar ela deve ter te contado tudo o que te aconteceria, não é?

— Ela só falou que não garantia 100% de bons resultados…

— É uma vadia mentirosa mesmo! Olha Catarina, ela fazendo isso com você, ela pode fazer o que quiser quando você estiver morta, pode pegar sua alma pra ela, pode roubar seus anos de vida, pode tornar seu sangue impuro, pode te controlar para o resto da vida se ela quiser…

— Ela não me contou isso…

— Você ainda acha que ela está fazendo de tudo pra te ajudar?

—… não.

— Tenta conversar com ela sobre isso, tenta pegar mais informações, só não conta que falou sobre isso comigo. Ela pode tentar fazer sua cabeça contra mim. 

— Ok. Vou fazer isso.

Depois da conversa com Kaio, eu realmente fiquei mais confusa. A Rosana está me ajudando ou querendo ajudar a si mesma? Ela sempre foi um mistério pra mim, mas sempre esteve presente… Eu não o que fazer… Mas, primeiro vou conversar e tentar arrancar alguma coisa dela.

( O sinal pra ir embora toca)

— Hey Catarina!

— Oi, Rosana…

— Nossa que desanimo é esse garota?

— Ah, cho que é pelo fato de que eu vou morrer daqui a uns dias… não?

— Ah, não se preocupe, Cat. Vai dar tudo certo, eu já estou preparando tudo!

— Falando nisso, quero que você me conte mais sobre isso de exorcizar e de que eu vou morrer… eu não entendi quase nada.

— Você não precisa entender Cat. Apenas fazer.

— Como assim? Mas eu quero que você me conte exatamente o que você vai fazer e o que vai acontecer comigo, é lógico!

— Por que essa revolta agora? Você tinha aceitado tão bem antes… e agora está me fazendo milhares de perguntas? Por que?

— Por que se você vai me matar, ou qualquer coisa do tipo, eu quero saber, oras. E, sinceramente, eu só vou fazer se você me contar exatamente o que vai acontecer comigo, antes e depois disso.

— Ora, Cat. Acho que você andou pesquisando não é? É como eu te falei, vou te ajudar, e vou expulsar o demônio de você!

— Isso ainda está muito vago, quero detalhes do que vai acontecer…

— Não existem detalhes, Cat. Eu apenas vou fazer, e só.

— Eu vou embora pra casa agora, mas depois a gente conversa mais sobre isso, eu ainda quero saber tudo, ok?

— Ok, Catarina… 

Quando eu estava virando a esquina perto de casa, vi aquela velha mansão que no outro dia estava estacionado um carro preto, eu vi que dentro tinha uma pessoa… Quando olhei fixamente pra dentro da casa pela janela, a pessoa me encarou. E eu me lembrei da coisa que me perseguiu no cemitério, tinha o mesmo tamanho, o mesmo formato de corpo, eu simplesmente sai correndo. Mas fiquei pensando: será que aquilo era humano ou espírito? Corri o mais rápido possível até minha casa, entrei e tranquei tudo. Fui direto pro meu quarto e peguei o telefone, liguei pra Kaio…

— Alô?

— Kaio, é você? Ai meu Deus…

— Calma Cat, o que aconteceu? 

— Eu vi a coisa que me perseguiu no cemitério, dentro da casa de alguém aqui perto no bairro. Ela me olhou nos olhos, com uma expressão de que já me conhecia! 

— Como assim? Era uma mulher?

— Eu não sei o que era! Sei que aquilo me olhou como quem… quem me queria!

— Ai meu Deus, Catarina… Acho que sei o que era…

—(Suspiro e voz tremula) O que?

— O demônio que quer você. Como ele está em um estagio avançado, ele pode assumir ou possuir alguma forma humana, mas não totalmente, se ele assumir ele vai ficar deformado até que sugue alguma vitalidade da vítima, e se ele possuir alguém esse alguém vai ficando deformado, e muito feio, os ossos vão se quebrando, a pele vai saindo… Até que ele possua seu verdadeiro objetivo, ele vai ficar pulando de pessoa em pessoa. 

—(Choro) Kaio… Me ajude, não deixa isso acontecer comigo, por favor…

— É claro que vou te ajudar, meu amor.

— Vem pra cá ficar comigo? Minha mãe saiu, e não quero ficar sozinha nem mais um minuto…

— Claro, estou indo. 

(Desligou)

(A campainha toca)

(Abraço) — Finalmente.

— Eu demorei um pouco, mas…

— Não fala nada, só me abraça.

(Ela o solta)

— Kaio, eu queria te dizer que…

(Ele a beija)

— Eu te amo, Catarina. Eu não vou deixar nada acontecer com você. Eu juro.

— Eu também amo você, Kaio. Eu não sabia o que eu sentia por você, eu simplesmente sentia. Mas, agora sei que eu amo você. Não sai de perto de mim nunca mais, me promete?

— Pra sempre, meu amor. 

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19/8/2012 | note 7 notas| Reblog |


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  • Episodio 06

Quando Rosana me falou aquilo, eu simplesmente fiquei sem ação. Afinal, eu não tinha culpa de nada, e ainda assim seria culpada? Culpada de que, alias? Minha alma estava em risco e eu nem sabia o porquê. Minha vida passou na minha mente, minha breve vida de 16 anos, uma vida sem extravagâncias, sem loucuras. Eu percebi naquele momento que minha vida era um verdadeiro desperdício. Eu não tinha nenhuma história pra contar, só depois que conheci Rosana foi que minha vida mudou e eu comecei a viver realmente, porque antes… eu apenas existia.

Catarina, pelo o que eu li no meu livro, quando eu te chamei pra assistir o meu ritual, uma porta meio que se “abriu” em você. É como se você fizesse parte do que eu fiz, eu acho. No livro explica que, se alguém assiste um ritual de “barganha” digamos assim, você de um jeito ou de outro também está incluída. Eu não sei explicar, Cat, me desculpe, eu não queria te envolver nisso desse jeito. Eu apenas queria te mostrar…

Rosana, eu não sei o que falar, sabe. Desde que te conheci minha vida virou um inferno. E é tudo culpa sua, sua vaca.

Não precisa Xing…

(Gritos) Claro que precisa! Olha o que você fez! Você é uma inconsequente, irresponsável, imbecil! E sinceramente… eu não quero mais olhar pra essa sua cara.

Você agora mais do que nunca precisa de mim, Catarina.

Eu preciso? Eu preciso é ficar longe de você! É disso que eu preciso.

Eu não estou brincando dessa vez, Catarina. Você quer ficar sendo atormentada por espíritos que nem eu sei quem são e de onde vem, e muito menos quais as intenções deles com você, ou tentar buscar uma solução pra tudo isso junto comigo?

(Catarina começa a chorar)

Eu só queria uma vida normal, só queria amigos normais, uma mãe e um pai normal, porque tem que ser assim?

Sem dramas, Cat.

  O que você já sabe sobre isso? (Limpando as lágrimas)

Apenas o que eu te falei, eu preciso pesquisar mais nos livros antigos que tenho e descobrir o que é isso que você tem.

Eu tenho aquela mancha na cabeça que apareceu depois daquele dia na sua casa, tenho muito sono ultimamente e me sinto cansada do nada. Vejo coisas que não existem, sinto presenças.

Eu estava sentindo aquele turbilhão de sentimentos dentro de mim, e também sentia algo por aquele menino idiota que desde que chegou no colégio conseguiu tirar minha atenção. Mas, eu não sei se era apenas atração ou era realmente algo forte. Eu não estava nas minhas melhores condições pra definir isso. Pelo menos por agora.

Olha, Cat, vou te ajudar. É isso que importa. Vou ler e pesquisar muito, eu sei que isso é culpa minha, então vou concertar!

Acho bom mesmo, Rosana.

Rosana talvez lá no fundo no fundo, fosse uma boa pessoa… Muito talvez mesmo. No outro dia, eu estava em casa deitada, lendo uns livros e o telefone toca.

Alô…

Cat, minha linda.

Kaio? Oi…

Não vai dizer” o que você quer se retardado, idiota, canalha”…?

Hoje não estou muito animada pra te xingar, acredite.

Nossa então você está mal mesmo. O que posso fazer pra te ajudar?

Ninguém pode me ajudar, Kaio.

Se você não deixar as pessoas te ajudarem, como você vai saber se elas podem ou não?

É muito complicado…

A vida é feita de tentativas, Cat.

Só que se eu te contar a história, vamos passar a tarde toda aqui conversando, e acho que eu não devia te envolver nisso, sabe?

Eu já estou tão envolvido com você, Catarina, você nem sabe…

Envolvido comigo? Mesmo? E aquela noite sua com a Rosana?

O que ela te contou?

Contou que vocês passaram a noite juntos.

Eu apenas dei uns beijos nela, Cat. Eu jamais passaria a noite com ela, eu não sinto nada por ela…

Hum…

Eu sinto por você.

Sente o que?

Eu na verdade não sei o que eu sinto, mas eu sinto uma vontade de ficar perto de você o tempo todo. De cuidar de você, de abraçar você, de te beijar, de dizer coisas bonitas…

(Risos) Você tá apaixonado, Kaio?

Como eu disse, não sei o que sinto…

Então depois que você descobrir o que sente, você me fala, ok?

Ok, Cat. Mas, eu quero saber qual o seu problema?

Amanhã eu te conto tudo, e vou entender se você não quiser mais falar comigo.

Não deve ser tão grave assim a ponto de eu não falar mais com você, Cat.

Amanhã conversamos Kaio, vou desligar. Beijos.

Beijos, minha linda.

(Desligou)

As cabeças dos homens são muito complicadas. Uma hora falam com a gente como se nada tivesse acontecido, outra falam querendo nos fazer rir. Como eu vou entender? Depois as mulheres que precisam de um “manual” de instruções. Minha vida já é tão complicada, e eu ainda tenho que decifrar o que passa na cabeça dele… Prefiro ir dormir do que ficar martelando o que ele está pensando.

(Catarina sonhando)

(Gritos) Catarina, não vá por ai! Por favor!

(Gemidos) Catarina, me ajude… eu te amo, por favor, não me deixe morrer.

(Grunidos) Ora ora, Catarina. A perfeita, a inteligente, a bonita, a formosa. E agora, quem é você? Ou melhor o que é você? Você mesma não sabe, não é mesmo? Eu vou acabar com sua vida, vou fazer da sua vida um inferno, vou possuir você e vou fazer de você a garota mais odiada de toda cidade, quem sabe de todo mundo.

(Catarina acorda aos gritos)

Nãao!

Meu Deus, isso foi um pesadelo… nossa, mas parecia muito real. Parecia o Kaio me pedindo ajuda, mas porque ele falou em morrer? Eu estou ficando louca! Vou ligar para Rosana.

Rosana, eu tive um pesadelo em que o Kaio me pedia ajuda pra não o deixar morrer, e talvez você falasse comigo também, dizendo pra eu não seguir por esse caminho. E uma voz dizendo que ia fazer da minha vida um inferno. Rosana… o que é isso? Por favor, me diga.

Catarina…

O que?

Eu achei que tudo isso que eu fiz de vender minha alma pra espíritos da noite era pesado, mas o que eu descobri essa noite sobre o que você está passando, é muito pior!

Conta de uma vez.

Você tem um demônio atrás de você, Catarina. E é bem capaz dele já está em um nível bem avançado no objetivo dele…

Qual?

Te possuir e te levar a loucura.

(Choro) Meu Deus, Rosana! Eu não acredito nisso… eu não posso acreditar. Isso não existe! Meu Deus. E se eu orar? Ele vai embora?

Catarina, você acha que uma simples oração vai afastar um demônio de você? E logo que, você nunca orou, então seria em vão, seu Deus não ia te escutar.

O que vamos fazer, Rosana?

Vamos te exorcizar, e se não funcionar, eu vou ter que fazer uma seção de ressuscitação…

E como é isso?

Nós esperamos o demônio te possuir por completo, e quando ele estiver em você, eu te mato, e depois te trago da morte, só não garanto 100% de bons resultados…

Vamos fazer então! (continua no próximo episodio)

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10/8/2012 | note 3 notas| Reblog |


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  • Episodio 5

Quando ele desligou o telefone na minha cara, me veio um tipo de flashback da noite de ontem. Mas, eu não me lembro de ter feito nada absurdamente preocupante. Então por que ele teria dito aquelas coisas? Acho que ele apenas quis que eu ficasse louca pensando nele. Idiota.

 (O telefone toca)

 Alô?

 Catarina? É Rosana, a noite de ontem foi (voz alta) PERFEITA, não foi?

 Achei legal Rosana…

- Só legal? Puta merda Catarina, como você é careta!

(Desligou)

 Ah, não estou nem ai pra festas. Nunca fui disso mesmo. Eu quero mesmo é saber o por que do Kaio ter dito aquilo. Amanhã na escola vou encosta-lo na parede e fazer ele falar. Subi pro meu quarto e deitei, meu corpo estava dolorido, acho que dancei de mais ontem, e não tenho costume de dançar, então deve ser isso.

(O Telefone toca)

- Quem é?

- O Kaio, ta lembrada ou ainda está bêbada?

- Seu idiota, o que você quer?

- Quero você.

- E você tem a cara de pau de vir me falar isso desse jeito?

- E você quer que eu fale como?

- Você me irrita fácil sabia? Tchau.

- Mas você….

(Catarina desligou)

 Esse imbecil acha que eu sou como essas garotas por ai. Ah, quer saber? Vou dar uma passeada pelo bairro, quem sabe me distraio um pouco. Quando vou passando na casa em que vi o carro de mudanças. Não tinha mais ninguém na casa. Mas, não estavam se mudando pra cá? Fiquei sem entender. E continuei caminhando… Até que eu encontrei um antigo cemitério abandonado. Mas eu nunca tinha visto ele aqui antes, era um cemitério escuro, cheio de corvos nojentos comendo resto de animais. Eu curiosa como sempre, entrei. E lá eu vi ao longe uma figura vestida de preto. Não me parecia ser um homem nem uma mulher, bem, mais tinha que ser um dos dois não é?

- Olá?

….

- Quem é você?

- Oi?

A figura não respondeu e saiu correndo quando ouviu os meus gritos chamando por ela/ele. Eu fui atrás mais era muito mais rápido que eu. E de repente sumiu em meio a neblina que de repente começou a subir. Quando eu olhei pra trás não reconhecia mais o caminho que eu percorri. Comecei a correr tentando achar o caminho de volta. Mas, parecia que eu estava correndo em círculos. Até que comecei a gritar: - Socorro! Alguém me ajude! Mas aquilo era um cemitério, quem estaria ali afinal? Continuei a gritar, mais estava ficando tarde e escurecendo. Eu estava ficando exausta. Encostei-me a uma lapide e comecei a pensar: Como um cemitério pode ser tão grande a ponto de eu me perder nele? Aqui é uma cidade pequena, não é necessário um cemitério grande. E porque eu entrei aqui? Se arrependimento matasse… Assim que desviei meu olhar, eu vi de novo a figura estranha de antes, ela estava vindo em minha direção, e ela/ele não andava, parecia flutuar sobre o chão. Eu não fiquei esperando pra ver se ela/ele viria mesmo em minha direção, então comecei a correr desesperadamente, que nem uma louca, nem olhava pra trás, corri muito, virava nas catacumbas que tinha, depois descia qualquer degrau, e até que fiquei exausta, e parei. Eu senti como se alguém me observasse. Senti uma presença perto de mim. De repente, vi um vulto escuro passando pelas lapides estreitas. Eu dei um pulo pra trás de susto. E depois apareceu outro, e outro. E o mundo começou a girar. Eu caí de joelhos no chão e pus as mãos da cabeça. E o mundo não parava de girar, e vultos passando. – CHEGA! Eu gritei. Logo parou, e eu olhei e não tinha mais nada. E a neblina tinha sumido. Comecei a olhar em volta, mas não vi ninguém. Ouvi apenas uma voz.

-… Catarina.

Uma voz chamando meu nome no meio da escuridão, mas não era nenhuma voz que eu conhecia! Ai meu Deus!

-… Catarina, por aqui.

Eu estava com muito medo, praticamente em pânico. Mas o que era pior ficar ali sozinha ou seguir a única voz que eu ouvia em horas? Eu segui a voz. E logo achei a saída. Eu olhei pra trás pra ver se tinha alguém, mas não tinha ninguém. Eu não pensei duas vezes e fui embora dali. Cheguei em casa toda suja, com as roupas rasgadas, parecia que eu tinha voltado de uma briga. Como não tinha ninguém em casa, então subi e dormi. Queria esquecer o que passei.

 - Catarina!

Era minha mãe me chamando mais um vez…

- Desça ou você vai se atrasar pra escola!

- Tá mãe, já vai.

A mesa do café da manhã era a única coisa em especial da minha casa, minha mãe realmente se preocupava com minha alimentação.

- Que horas você chegou da festa ontem?

- Cedinho, 1h eu já estava em casa.

- Hum, sendo assim, você pode sair mais vezes com Rosana, é uma boa menina.

- Ok, mãe. Não preciso de você elogiando a Rosana o tempo todo.

 Minha mãe nunca me elogiou, e agora fica o tempo todo de papinho com Rosana. Isso é estressante. Sem falar que não sou de mentira pra ela, ah se ela imaginasse a que horas cheguei a como fiquei depois daquela festa… Cheguei ao colégio, logo vi o Kaio de longe. E vi que ele também me viu e deu um sorriso sarcástico pra mim. Eu não sei, mas algo nele me atraia, mas eu era muito orgulhosa pra admitir isso. Ele era misterioso, se vestia de preto, usava um cabelo meio alto, e aquilo era realmente atraente. Na hora do intervalo, eu fui para o jardim do colégio que era afastado do pátio e dos outros alunos. E vi que ele me seguiu até lá. Sentei-me no muro e esperei o que ele ia fazer.

- Oi, Cat.

- O que você quer Kaio?

- Apenas conversar com você, minha namorada.

- O que? Você ficou louco? (risos) Eu jamais namoraria com um idiota como você!

- Idiota, eu? Naquela noite você não parecia achar isso de mim…

- Eu sei que não aconteceu nada naquela noite, Kaio.

- Pois é, acho que você descobriu minha mentirinha (risos)

- Idiota.

- Você é linda, sabia?

- O que você quer de mim, fala logo e vaza!

- Não quero nada, ou talvez queira. Descubra…

(Ele foi embora)

 (Suspiros) Ahh… como eu fui me deixar ficar perto desse idiota. Ele é… é… tão…

- Oi, Catarina

(Susto) - Ah, oi Rosana…

- E ai, Cat, o que você acha do Kaio? Lindo, misterioso, cheiroso, veste preto…

- Eu não acho nada, o acho um idiota.

- Hum, e se eu te disser que o peguei? O que você acharia disso?

- Você não está falando sério está?

- Foi na festa de anteontem, eu estava bêbada e ele também. Eu me lembro que você estava dançando com ele e sumiu, nessa hora eu cheguei nele e dei um beijo, como ele não resistiu eu continuei, e dai… aconteceu.

- O que você fez Rosana?

- Ah, Cat, sério que preciso dizer?

- Não… mas, você nem falava com ele, nem o conhecia!

- E…?

- Você é outra idiota igual a ele. Vocês se merecem!

- Você está irritada ou com ciúmes? Não consegui distinguir…  

- Vá a merda Rosana!

- Ok, então, Cat. Eu ia te contar o que eu achei no meu livro de feitiços que achei escondido no porão lá de casa, era da minha avó que também ganhou da avó dela. Lá tem explicando tudo sobre espíritos, demônios, bruxarias, feitiços, e até possessão. E pesquisei também sobre perturbações auditivas e delírios, que eu acho que é o seu caso. E essa sua mancha no cérebro, é grave Catarina. E acho que você deveria estar preocupada com isso em vez de ficar com ciuminhos de um cara qualquer que eu peguei. Isso pode custar sua alma Catarina…

(continua no próximo episodio)

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  • Episodio 4

Finalmente era sábado. E depois de uma semana muito estranha com idas ao médico, com a chegada repentina de Rosana, e aquele carro de mudanças perto de casa eu consegui descansar um pouco. Deitei na cama e coloquei os fones de ouvido. De repente escuto alguma coisa fazendo um barulho tipo arranhando os móveis, mas quando vou olhar não tinha ninguém e eu estava sozinha em casa. Fiquei perturbada se era minha imaginação ou verdade. Não consegui mais ficar em casa e fui à casa de Rosana. Isso tinha que ter uma solução.

Que surpresa boa, Catarina.

— Sem falsidades, ok?

— Só quis ser gentil.

Gentil? Olha no que você transformou minha vida! Num verdadeiro inferno! Eu não sou a mesma Catarina de 3 meses atrás, sou uma menina com uma mancha no cérebro e nenhum médico sabe explicar, fico perturbada com tudo e… não sei mais o que fazer, acho que falar não vai adiantar.

— Como assim uma mancha no cérebro é culpa minha? Olha Catarina, isso de você ficar me dizendo que “ está perturbada” está ficando meio irritante.

— Ah, então você acha que me ter feito participar de um ritual de satanismo me deixou irritada? Oh, me desculpe então se eu fiquei (aos berros) IRRITADA!

— Calma menina! Vou procurar nos meus livros de magia se tem alguma coisa falando sobre isso que está acontecendo com você.

— Pra alguém que está te esperando uma resposta a quase 3 meses, eu estou calma.

— Olha, hoje é sábado e eu queria ir numa festa. Vamos?

— Você acha que eu tenho cabeça pra festas Rosana?

— Ora, você tem que esquecer um pouco dessas suas “perturbações”, não é?

— Vá se foder Rosana!

— (Risos) Ah, Catarina… você ainda não viu o lado bom da vida, e se você quiser posso te mostrar um pedaço.

— Não sei, talvez eu vá. Quando você estiver indo passa lá em casa que eu decido. Vou pra casa agora, minha cabeça está doendo.

— Claro… Sua cabeça dói não é? (Risos) Vá pra casa descansar.

Cheguei em casa, comi alguma porcaria e deitei. De repente, ouço minha mãe gritar.

Catarina, Rosana está aqui.

Mas, eu acabei chegar e ela já está aqui? Quando eu olho no relógio, já eram 20hrs, eu dormi tão rápido… ou não dormi? Fiquei confusa. E desci.

Você ainda não está pronta Catarina? Não vou esperar muito por você, eu tenho hora pra chegar lá.

— Onde é essa festa?

— Você vai ver. Vai ou não?

— Vou me arrumar, espera 10 minutos que já desço.

— Ok.

 (Mãe de Catarina) — Nossa, como você está bonita, filha. Onde vai?

(Rosana) — Numa festa comigo, ela pode?

(Mãe de Catarina) Ah, claro Rosana. Você é uma boa menina. Divirtam-se!

(Rosana) — Claro, dona Elena, (risos) eu prometo cuidar dela direitinho!

 (Catarina) — Vamos, Rosana! Tchau mãe, não tenho hora pra voltar, então não me espere ok?

(Mãe de Catarina) — O que? Tem hora pra voltar sim!

(A porta bate)

— Onde vamos Rosana?

— Ah, Catarina. Hoje vou te mostrar um lado da minha vida que você não conhece, que é o lado de ir para as melhores festas, beber as melhores bebidas, e pegar os melhores garotos!

— Nunca liguei muito pra isso, sempre fui quieta.

— Olha, essa noite você esquece que é você, ok? Você também não vai ser chamar Catarina, esse nome é muito chato e antigo. Você vai ser Isa, só por hoje beleza?

— Isso vai dar merda Rosana…

— Hoje é noite de lua cheia, você viu? Que lindo, os espíritos adoram lua cheia!

— Vai ter espíritos na festa? (suspiros de medo)

— Não, Isa. (risos) Lá vão ter pessoas normais, idiota.

— Nossa… (suspiro de alivio)

— Olha, é ali. Chegamos!

 Quando eu cheguei na festa, eu vi que realmente era uma festa normal. Pensei que ela ia me levar em algum cemitério com várias pessoas vestidas de preto, enfim. Quando olho pro lado eu vejo o cara da escola que não gosta de falar muito.

Você é o Kaio, não é?

— Sou, e você quem é?

— Sou Cata… Isa.

— Prazer, Isa. Quer tomar uma bebida?

— Não, eu não bebo.

(Chega Rosana) — O que Isa? Você não vai beber? (risos) Vai sim. Toma isso aqui que vai te ajudar a esquentar. Cuida dela, beleza cara? (piscou o olho)

(Kaio) — Claro.

(Catarina) — Vou beber só um pouco, eu não sou de beber.

— Vamos dançar, Isa?

— Também não sei dançar.

— Nossa, tem alguma coisa que você não faça? Porque se for assim, vou procurar alguém me faça.

— Ok, vamos dançar…

 

Dancei e bebi muito. Acordei no outro dia deitada no chão em meio a copos de plásticos, pratos, camisinhas usadas, e muita bebida derramada. Minha cabeça doía, mas isso era tão normal que nem ligava mais. Eu vi Rosana deitada perto de uma pedra, toda molhada.

Rosana! Acorda.

— O que? Volta pra festa Catarina…

— A festa já acabou Rosana, já é de manhã.

— Hã? Eu perdi a festa toda bêbada? Ah… não acredito nisso.

— Como pode ficar tão tranquila? Você nem sabe o que bebeu, e o que eu provavelmente bebi também… Vamos sair daqui antes que alguém veja a gente.

— Vamos.

 Fui pra casa, tomei um banho e olhei no relógio, eram 7hrs da manhã. Ainda dava tempo de enganar minha mãe. Como era domingo, ela dormiria até tarde.

(O  Telefone toca)

Alô?

— Isa?… quer dizer, Catarina?

— Quem é?

— Kaio.

— Ah, como você conseguiu meu número?

— Não importa, só quero que você saiba que a noite ontem com você foi incrível, e que você é uma delicia.

— Do que você está falando?

— Ah, estava tão bêbada que não lembra da noite maravilhosa de ontem? Que triste.

(Desligou)

 Meu Deus, o que eu fiz? (continua no próximo episodio)

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  • Episodio 3

Depois de alguns dias depois daquele episodio com minha mãe, eu fiquei mais atordoada ainda. Quando eu ia pra escola, eu sentia as pessoas me olhando estranho, sentia que algo estava me observando, eu estava ficando paranoica sem ao menos ter motivos pra isso. Eu sentia que o mundo estava me julgando ou falando de mim. Eu nunca liguei pra isso, mais nesses últimos dias isso estava a ponto de me deixar louca. Mas, como eu não podia dar mais motivos para minha mãe reclamar comigo, eu ia mesmo assim para o colégio. Quando eu estava escrevendo o texto de uma poesia na aula de literatura, eu comecei a pensar em coisas estranhas… minha cabeça… era como se eu não estivesse ali, eu não sei explicar. De repente eu voltei ao normal e senti minha cabeça pender para frente e ficar muito pesada. Minha colega ao lado falou: — Catarina, seu nariz está sangrando! Eu corri pro banheiro e fui lavar. Cheguei em casa, falei para minha mãe o que tinha acontecido. Ela me levou no médico e ele tirou uma radiografia da minha cabeça. Quando saiu os resultados, o médico falou que eu tenho uma mancha na parte do epitálamo, que é responsável pelo sono e que não é um tumor e nem nada que ele já tenha visto em toda sua carreira médica. Minha mãe e eu saímos do consultório e não falamos nada uma pra outra. E foi assim o caminho de casa inteiro. Quando eu cheguei em casa, fui olhar meus e-mails, e quase tomei um susto quando vi que tinha um novo e-mail de Rosana:”Catarina, eu chegarei na cidade em 3 dias”. Eu não sei o que senti, se foi alivio ou pavor de ela estar chegando. No outro dia não fui a escola por recomendação do médico. Passei a tarde no quarto trancada escutando música e pensando em como minha vida tinha mudado desde que conheci Rosana. Foi tudo de uma hora pra outra… Eu queria realmente sumir um pouco. No outro dia eu falei pra minha mãe que queria ir para a escola porque ficar em casa trancada não ia adiantar de nada. Então eu fui. Não quis que ela me levasse de carro, então fui andando, e no caminho vi um carro de mudanças perto da esquina da minha casa, e logo depois chegou um carro preto enorme. Fiquei muito curiosa pra saber se eram novos vizinhos ou se alguém tinha morrido, mas continuei andando até a escola. Cheguei lá as horas passaram-se muito devagar, quase parando. Na hora do intervalo eu vi um menino sentado na ultima mesa do refeitório, ele me parecia muito sozinho. Ele tinha cabelos escuros, era um pouco pálido e vestia roupa preta. Achei que ele poderia ser um gótico ou aquelas pessoas que não são muito sociais. Mas, resolvi ir falar com ele. —Oi, você é novo por aqui, não é? — Sou. — Hum. Qual seu nome? — Kaio. — O meu é Catarina. Você está em qual sala? — Na mesma que a sua. — Ah, desculpa, não te vi. Eu ando muito desligada. — Normal todos diz que não me vê também. Você não seria diferente. Fiquei em silêncio. Ele não parecia um menino que gostava de conversar muito, mas esses dias eu não estava preocupada em fazer novas amizades, já tinha muitos problemas pela frente. Quando cheguei em casa, fui pro quarto e me sentei pra estudar um pouco. Mas, de repente eu acordei com a cara dos livros e com a voz da minha mãe me chamando: — Catarina! Tem alguém querendo te ver aqui! Desça! Eu ainda estava sem noção de que horas eram, e como eu peguei no sono tão rápido? Eu desci apenas e quando cheguei lá em baixo, era Rosana que estava na sala me esperando. Eu fiquei muito surpresa, afinal ela só chegaria amanhã. — Catarina, não vai me dar um abraço? — Você disse que só chegaria amanhã? — Eu sei, mas meu voo foi adiantado, sabe como é né… — Hum. — Mas, me conte Catarina, o que aconteceu enquanto eu estive fora? Acho que quase 3 meses sem noticias suas me fez perder uma boa parte da história hein? — Pois é, Rosana. Você nem imagina o que aconteceu comigo nesses últimos 3 meses infernais. Eu quase surto de medo com bobagens, estou paranoica com as pessoas me olhando, e sinto que alguma coisa me observa. — Nossa… mas porque você sente isso? — Tudo começou depois que você me levou no seu porão. — Mas, aquilo não teve nada haver com você, os espíritos não iam fazer nada com você, apenas comigo. E eles não tocam nas pessoas que não abrem “brechas” para eles. — Não sei, mas depois daquele dia nada está normal. Nós ficamos conversando por horas. Até que chegou a noite e nós nem percebemos. Minha mãe chata como sempre, mandou um indireta de que estava meio tarde. Então Rosana disse que ia embora, pois ainda ia desfazer a mala. Subi pro meu quarto, e me deitei, estava cansada, não sei porque. E aos poucos peguei no sono. (continua do próximo episodio

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  • Espisodio 02

Sinceramente, eu não sei descrever o que vi. Sei que nunca imaginei que um dia veria uma pessoa fazendo um ritual ou coisa do tipo. Ela se sentou ao redor do circulo e começou a falar palavras em outra língua:” invocat te hic iam tibi anima mea, et ego servus tuus quaeso facere”. Fiquei paralisada observando, e de repente ela desmaiou. Por uns dois minutos ela ficou desmaiada no chão como se estivesse morta, eu estava com medo de mais pra ir chegar se ela estava bem. Depois ela abriu os olhos e falou comigo: — Viu Catarina? Nada te aconteceu. Eu balancei a cabeça como um sinal de que entendi, mas estava tão atordoada querendo sair dali que não perguntei o que ela tinha feito e o porquê tinha feito. Ela se levantou calmamente e começou a apagar os riscos do chão e guardou as velas. Eu finalmente consegui acordar de um pesado acordada, e perguntei: — Pode me dizer o que você fez? E por que me trouxe pra ver isso, e também porque a porta está trancada se não tem mais ninguém na casa além de nós? Ela falou: — Catarina tem coisas na vida que não se pode explicar, mas vou tentar resumir pra você. Eu menti pra você, eu faço sim rituais, e acredito sim em fantasmas e assombrações ou sei lá como vocês chamam isso. Eu acabei de oferecer minha alma em troca de servir aos espíritos das trevas, e que eles também me servirão quando eu precisar. E te trouxe aqui pra você assistir, e ver que o que falam por aí de que espíritos das trevas são coisas do mal, que são demônios e etc, é tudo encenação. Eles são criaturas incompreendidas que vagam pelo mundo atrás de pessoas que os entendam. Eu os entendo, e os ajudo quando precisam. Agora eu faço parte deles, e queria saber se você também gostaria?. Nesse momento, eu me senti fora de mim por uns instantes, fiquei vagando pelo meu pensamento tortuoso, e cai na real: “meu Deus, em que me meti?” Eu não era muito de falar em Deus, mas nesse momento a palavra saiu da minha boca involuntariamente. Eu não respondi nada para Rosana, apenas sai correndo já que a porta estava aberta agora. Eu não lembrei de verificar se tinha outra pessoa na casa, sai correndo que nem uma louca pra fora da casa e continuei correndo até chegar perto da minha. Entrei em casa, nem vi se minha mãe estava em casa e fui direto pro meu quarto, deitei na minha cama e adormeci como nunca antes. Quando eu cheguei em casa eram umas 17 horas, e quando acordei olhei pro relógio eram 4  horas da manha. Como eu dormi tanto? Eu nunca tinha adormecido desse jeito, havia algo de estranho comigo. Me levantei, comi alguma coisa, tomei um banho e voltei pro quarto. Voltei a dormir. No outro dia no colégio, Rosana não foi. E foi assim por mais ou menos duas semanas, ela não ligava, nem ficava online na internet. Era como se ela tivesse sumido. Se passou um mês, e nada dela aparecer. Eu fiquei muito preocupada porque depois daquele dia no porão, nunca mais fui a mesma, eu comecei a ter pesadelos muito fortes, com mortes, sangue, corvos. E comecei a sentir presenças perto de mim, mais eram apenas presenças, porque não havia ninguém ao meu lado. Passaram-se dois meses, e eu finalmente recebi um e-mail de Rosana:” Queria Catarina, acredito que você estava ansiosa por noticias minhas. Desculpe o meu sumiço, mas eu precisei viajar para um lugar do qual não posso falar. Logo estarei de volta, e te explicarei tudo com detalhes. Creio que algumas coisas estão acontecendo com você, e que você deve estar confusa, mas quando voltar te explicarei isso também. Beijos, Rosana”.  Como ela sabia que eu estava estranha? Eu fiquei com muitas perguntas pra fazer, mas não adiantaria fazê-las agora, pois o e-mail que ela me mandou a mensagem era anônimo, não podia responder. Então eu apenas esperei que ela voltasse da viajem ou mandasse outro e-mail. Os dias foram passando, e eu cada vez mais estranha. Comecei agora a escutar vozes em minha cabeça. E eu não sei bem o que foi isso, mas acho que li o pensamento de alguém. Eu estava totalmente perturbada, não comia direito a dias, e minha mãe milagrosamente percebeu que eu não estava no meu ‘’normal’’. — Catarina, o que está acontecendo com você? Você não come direito, as notas no colégio estão vermelhas, você não para em casa… você está usando drogas é isso? Eu indignada com essa pergunta, respondi furiosamente: —Não, mãe! Não estou usando drogas, e como você percebeu que eu estou diferente? Já que tudo o que importa pra você é seu trabalho e suas reuniões? Se eu morresse você ainda não notaria! Então não me venha com “você está usando drogas” porque eu não cheguei a esse ponto de abandonar a mim mesma, já que você está cuidando dessa parte! Sai furiosa de casa, e bati a porta. Por que eu estava tão furiosa com minha mãe? Tá certo que o que eu falei era tudo verdade, mas eu nunca tive coragem de falar isso pra ela. Eu nunca estive com tanta raiva na minha vida, tudo me irritava, tudo me deixava furiosa. Eu precisava falar urgente com Rosana.     (continua no próximo episodio)

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  • Episodio 01

Olá. Eu sou Catarina e estou aqui pra contar a vocês minha história de vida. Foi assim, desde que eu tinha oito anos mais ou menos, eu não tinha muita fé em Deus ou não acreditava mesmo, quando me perguntavam qual a minha religião eu respondia que não sabia pois ninguém teria me ensinado qual seguir. Eu adorava filmes de terror como qualquer criança interessada em um mundo fictício que não “existisse”. Minha mãe e meu pai nunca deram muita importância para o que eu assistia ou fazia, eles eram muito liberais e foi isso que me prejudicou no futuro. Eu nunca tinha visto nada, nem sentindo nada após o termino de um filme de assombração ou filmes sangrentos, mas na noite em que eu acabei de assistir um filme, - por sinal muito assustador, já que eu era uma criança - eu acordei no meio da madrugada não sei por que, já que meus sonos eram bem pesados, e olhei ao redor do quarto e tinha uma criança no pé da minha cama, mas não era qualquer criança, era um menino que não dava pra ser seu rosto nem sua roupa, apenas seu vulto, e ele tinha os olhos vermelhos e não lembro bem, mas ele estava olhando fixamente para mim. Como eu não entendi o que era aquilo me virei rapidamente para o lado da parede e me cobri para não ter que olhar novamente caso ele aparecesse. Depois desse dia nunca mais vi nada parecido ou perto disso. E fui vivendo sem nunca ter contado isso a ninguém. Os anos foram se passando e eu ia poucas vezes a igreja, e sempre tinha duvidas sobre Deus e os seus mandamentos. Sempre soube que eu tinha que seguir alguma regra, mas nunca sabia qual. Meus pais não eram religiosos, e também não iam a igreja e nem faziam questão disso. Fui crescendo sem conhecer Deus, sem saber do quanto ele é bom e generoso com quem segue seus passos. Continuei a passar meus dias normalmente, e quando eu tinha 13 anos, percebi que eu estava entrando na famosa” puberdade”, mas isso para mim era desconhecido pois minha mãe nunca havia conversado comigo sobre isso e o que iria acontecer depois. Tive que aprender a me virar sozinha, procurando na internet e pesquisando sobre tudo o que estava acontecendo comigo e com meu corpo, e isso me perturbou mais ainda, pois além de não saber o que estava acontecendo, ninguém me explicava nada e eu estava ficando paranoica. Aos 15 anos, eu descobri o quanto é bom beijar alguém que você gosta, todas as garotas do colégio zoavam de mim por que eu tinha beijado apenas com 15 anos, e eu sempre ficava muito triste com isso, mas feliz por ter beijado mesmo assim. Aos 16 anos, conheci uma garota que também não acreditava muito em fantasmas, assombrações e etc., assim como eu não acreditava. E certo dia fui para casa dela passar uma tarde. E olhando no computador dela eu vi uma pasta muito estranha que tinha o titulo “rituais”. Eu fiquei super curiosa e não resisti, abri a pasta. E lá tinha vários rituais, as famosas “macumbas”, e coisas que não me lembro agora. Eu comecei a ler alguns arquivos e fiquei travada sem saber se aquilo era verdade ou apenas história. Eu perguntei a ela se ela fazia aquilo ou ela tinha só por curiosidade. Ela falou que sim, que fazia esses rituais, e que sempre funcionavam, mas que tinha suas consequências depois. Eu fiquei pasma na hora, uma amiga minha fazendo esse tipo de coisa… eu estava incrédula, mas por um momento eu aceitei aquilo de uma forma que até eu lembrando agora fico me perguntando como isso aconteceu. No outro dia na escola, ela me chamou pra ir na sua casa de novo, e eu inocentemente disse sim. Quando chegamos lá, ela me levou ao porão de sua casa, e lá estava desenhado no chão um circulo com uma estrela de seis pontas desenhada, e bastantes velas ao redor. Eu fiquei furiosa, afinal ela me chamou para fazer parte daquilo, e eu já fui subindo as escadas pretendendo ir embora o quanto antes. Mas, a porta do porão estava trancada não sei como, eu não tinha a visto trancar e não tinha ninguém na casa além de nós, isso foi bastante perturbador. Então eu comecei a gritar: - Eu quero sair daqui!”. E Rosana apenas falou: - Calma, Catarina. Não vai acontecer nada com você, eu não vou permitir. Sente-se e observe o que vou fazer. Eu não tinha escolha, me sentei e observei o que ela começou a fazer. (Continua no próximo episodio)

Autoria por: livrodoterror

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